A ideia em uma frase
Tudo é trancado no seu aparelho, com uma chave que nasce da sua senha do TKI Pass, e só depois vai para o servidor. Isso se chama conhecimento zero: nós guardamos o cofre, mas não temos a chave.
Uma comparação
É como alugar um cofre num banco em que você mesmo instala o cadeado e fica com a única chave. O banco guarda a caixa, cuida do prédio e entrega a caixa onde você estiver. Mas, se alguém abrir o banco à força, só encontra caixas trancadas.
O caminho dos seus dados
- Sua senha••••••••••••
- Chave do cofrecalculada aqui
- Seu itemGitHub · 284 913
- Sua senhanunca chega
- Provasó confere
- Seu itemv1.Xq9f…T2wM
Quando você cria a conta
- 1Você escolhe a sua senha do TKI Pass. O aparelho confere se ela é forte e recusa as muito fracas.
- 2O aparelho passa a senha pelo Argon2id, uma receita de cálculo lenta de propósito e que exige bastante memória. Para você, leva um ou dois segundos uma vez. Para quem tenta adivinhar a senha testando milhões de combinações, fica caro demais.
- 3Do resultado saem duas coisas diferentes: uma chave para trancar o cofre, que nunca sai do aparelho, e uma “prova”, que vai ao servidor.
- 4O aparelho sorteia a chave do cofre, tranca essa chave com a sua senha e envia só a versão trancada.
- 5Você recebe um código de recuperação, mostrado uma única vez.
Quando você entra
O aparelho refaz o mesmo cálculo com a senha que você digitou e manda só a prova. O servidor confere a prova e devolve a chave do cofre ainda trancada, que o aparelho então abre. A senha não passa pela internet em nenhum momento.
A prova também não fica guardada como chegou: o servidor ainda a passa por um cálculo próprio. Assim, mesmo quem copiasse o banco de dados inteiro não teria uma prova que funcionasse para entrar.
Se a sua conta tem a verificação em duas etapas ligada, quem entrar num aparelho novo precisa também do código de 6 dígitos do seu autenticador. E tentativas erradas seguidas são freadas, por e-mail e por endereço de rede.
Como cada item é trancado
Cada código, senha ou nota é cifrado com AES-256-GCM, o mesmo padrão usado por bancos e governos. Cada item recebe um selo que acusa qualquer alteração: se alguém mexer num único caractere do texto guardado, o aparelho percebe e se recusa a abrir.
O selo também amarra o conteúdo ao item certo. Assim, o servidor não consegue trocar a senha de um site pela de outro sem que o aparelho perceba.
Trocar a senha só troca o cadeado da chave do cofre. Os itens não precisam ser cifrados de novo, por isso a troca é rápida.
O código de recuperação
É uma segunda chave, independente da sua senha. Ela também abre a chave do cofre, e por isso é mostrada uma vez só e nunca é guardada pelo servidor. Quando você a usa, define uma senha nova e recebe um código novo, e o anterior para de funcionar.
O preço de só você ter a chave
Sem a senha e sem o código de recuperação, ninguém consegue abrir o cofre, nem a nossa equipe. Guarde o código impresso ou num lugar seguro fora do celular.
Sessões e aparelhos
- Ao entrar, o aparelho recebe uma credencial de acesso que vale 15 minutos e outra de renovação, que dura até 30 dias e é trocada a cada uso.
- Se uma credencial de renovação já usada aparecer de novo, sinal de que foi copiada, todas as sessões daquele acesso são encerradas.
- No navegador, a credencial de renovação fica num cookie que o código da página não consegue ler. A de acesso fica só na memória da aba.
- No menu da sua conta (canto superior direito), em Configurações → Aparelhos conectados, você vê todos os aparelhos e pode desconectar qualquer um. Usar “Trocar senha” desconecta todos os outros.
O que fica no aparelho
No navegador
- A chave do cofre e os itens abertos vivem só na memória da aba. Nada disso é gravado no navegador.
- Recarregou a página ou fechou a aba? O cofre pede a senha de novo.
- Depois de um tempo sem uso, 15 minutos se você não mudar, o cofre trava sozinho e apaga a chave da memória.
- O que você copia é apagado da área de transferência depois de 30 segundos, se ainda for o que copiamos.
- O site não carrega nenhum script, fonte ou imagem de outros endereços, e regras rígidas do navegador bloqueiam código de fora.
No iPhone
- O app pede a sua senha uma vez só e depois abre direto nos códigos. Senhas e notas pedem Face ID ou Touch ID.
- As chaves ficam no Keychain do iPhone. Se um rosto ou digital novo for cadastrado no aparelho, o app pede a sua senha de novo antes de abrir senhas e notas.
- O app guarda uma cópia do cofre, ainda cifrada, para funcionar sem internet.
- A tela fica borrada na troca de apps, e o que você copia expira em 30 segundos e não vai para os seus outros aparelhos.
O que isso não protege
Preferimos ser honestos sobre os limites:
- Aparelho já comprometido. Se o seu computador ou celular tiver um programa espião que lê a tela ou o teclado, ele pode ver o que você vê.
- Senha fraca. O cálculo lento encarece cada tentativa, mas não salva uma senha óbvia. Use uma frase longa que você não usa em nenhum outro lugar.
- Metadados. O servidor sabe quantos itens você tem, de que tipo e quando mudaram, mesmo sem saber o que são.
O que o servidor vê
| Informação | O servidor vê? |
|---|---|
| Sua senha do TKI Pass | Não, nunca chega até ele |
| Chave do cofre | Só trancada, sem como abrir |
| Códigos, senhas, notas, sites e usuários | Não, só o texto cifrado |
| Código de recuperação | Não |
| E-mail e nome | Sim |
| Aparelhos conectados, IP e horário dos acessos | Sim |
| Quantidade, tipo e datas dos itens | Sim |
Para saber o que fazemos com o que vemos, leia a Política de Privacidade.
Encontrou uma falha?
Se você acha que encontrou um problema de segurança no TKI Pass, escreva para suporte@tkitecnologia.io com o máximo de detalhes, antes de divulgar. Respondemos e mantemos você informado sobre a correção.
Nunca pedimos a sua senha do TKI Pass ou o seu código de recuperação. Quem pedir não é da nossa equipe.